domingo, 1 de janeiro de 2012

A mais longa da noites



A mais longa da noites

Se for me falar de amor,
então espera o Sol se por.
Quero ouvir a voz que ama,
enquanto a noite se derrama.
Declama...

Sei, que são durante as noites
que os sonhos são vividos...
Pois, quero a mais longa das noites,
e perdurar, adormecido.
Diz-me: Meu querido...

Diga ao ouvido e me abrace,
enquanto duram os devaneios,
enquanto o tempo não passe,
ou dele, sejamos alheios,
a tudo de feio.

Espera, vir a noite, meu amor...
ao pedir-me que adormeça.
Por toda forma e o que for
e do mais... Que se esqueça.
Desfaleça.

Se o mundo acabar nesta hora,
então que seja à noite alta...
Que esteja bêbedo de sono agora.
Diga-me, sonhe, e nada falta.
E nada mais me falta...

Arnault L. Dias