domingo, 3 de janeiro de 2010

Stéfane



Stéfane

Ela é simplesmente um absurdo de mulher
Completa da cabeça aos pés
não há o que se discutir
Só ela me faz sorrir.

Ela não sai do meu pensamento
Meu sonho, meu tormento...
Em minha vida o que eu mais desejo
É ter novamente o sabor do seu beijo.

Quero você do meu lado pra sonhar
Quero ter você sempre ao acordar
Quero poder estar vivo todo dia;
Só pra te dizer...
Que quero viver pra sempre amar você!

Você é meu sonho...
Pesadelo é não te ter
Eu sempre vivo a sonhar
E meu sonho é ter você!

Thiago dos Santos

Encontro



Encontro

Te vi,
não, não era ilusão
já te conhecia
só não lembrava de onde
só sabia que já te amava;

Você me olhou
sorriu pra mim
naquele momento tudo parou
só você ficou
você e eu;

Pelas mãos de Deus
nossos corações se uniram
e agora nada pode deter
esse amor;

Eu sou parte de você
você é parte de mim
e Deus é parte de nós dois

O nosso amor está escrito
está escrito no céu
mesmo que diga que não
o teu olhar diz que sim.

KEKE

Quem sabe...



Quem sabe...

Quem sabe
uma nova manhã se abra
num leque surreal
de cores inimagináveis
e raios de sol transpassem
por frestas de janelas entreabertas
convidando a sonhar,
a sorrir, a viver, a amar...

Quem sabe
a dor já nem mais exista,
o pranto não seja tão triste,
somente lágrimas de tanto rir
agora insistam em vir
a pincelar o rosto,
colorindo a última lágrima de desgosto.

Quem sabe
as amarguras
se afoguem no mar
a se abrir de imediato,
deixando-as passar,
fechando no momento exato,
impedindo-as de voltar.

Quem sabe
correntes de águas cintilantes
banhem de luz a esperança
clareando o verde musgo pesado
que o mundo tem carregado
e o verde fique mais brando
reativando a semente
de um novo acreditar.

Carmen Lúcia

Alma Desnuda



Alma Desnuda


Eu me permito...
Ser lambida pela brisa
Ser lavada pela chuva
Acariciar sua pele lisa
Saborear seu beijo com gosto de uva!

Eu me permito...
Ser banhada pelo mar
Ser aquecida pelo sol
Envolver-me em seus braços e te amar
Na hora do arrebol!

Eu me permito...
Voar nas asas do vento
Flutuar junto à lua
Desvendar seus pensamentos
Deixar minha alma nua!

Eu me permito...
Ouvir a sua metade que é grito
E o silêncio da outra metade
No silêncio eu acredito
No grito, percebo debilidade!

Eu me permito...
Entregar-me a sua humana ternura
Navegar na sua inspirada poesia
Lambuzar-me na sua doçura
Nos devaneios da fantasia!

Eu me permito...
Ser envolvida pela sua sedução
Dar-te o direito de invadir meu coração
Sentir seu encanto versejado
Deste meu vício desejado!

E só permito...
Porque você também me permitiu...
Mostrou-me o seu avesso...
Seu amor que eu mereço...
O seu vinho embriagante...
Numa noite alucinante...
Entre gemidos ofegantes!...

E nesta recíproca permissão
Corpos plenos...
Almas desnudas...
Cumplicidade...
Paz!

Carmen Vervloet

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Te amo...



Te amo...

Tu não tens medo de me perder
Pois sabes tão, que te quero bem
A solidão é que me faz sofrer
Uma aflição, medo de te perder

Você se faz assim tão distante
A saudade arde, isso é constante
Quero ter você aqui comigo
Quero te amar, quero casar contigo

Só você não vê que estas errada
Me faça entender essa situação
Se você me amava, e me chamava amor
O que aconteceu, porque que terminou?

Você sabe que és minha
Não adianta lutar contra o destino
Vai ser sempre minha menina
E eu serei pra sempre o seu marido

Te amo...

Fernando Vieira

Soneto da distância



Soneto da distância

A distância não me impedirá de te amar
Porque é nela que me alimento
É nela que sinto seu paladar
É ela que acalma meu sofrimento

É a distância que me faz sonhar
Sonhar com o dia que olharei nos seus olhos
Que não resistirei seu encanto
Que enxugará o meu pranto

É na distância que te amo tanto
Que sinto o perfume da sua flor
Que demonstro todo meu amor

É a distância que diz que um dia vou ter você
Que num dia de sol acabará minha solidão
Num dia em que sol tocar seus cabelos terei seu coração

Arnoldo Pimentel Filho

Pegadas na areia



Pegadas na areia

Deixando pegadas na areia,
Assim quero caminhar,
Em passos leves e suaves,
Com nada a se preocupar.

Caminhando sobre a areia fina,
Pisando em delicados grãos,
Sentindo que abraçam meus pés,
Caminho delicadamente,

Quero caminhar em passos solitários,
Refletindo sobre a vida,
Como quem flutua com a brisa,
Caminhando na areia a passos leves

Olho para trás,
Vejo meus passos solitários,
Que deixei na fina areia,
Cujos grãos meus pés moldaram,

Ao olhar, se engana quem pensar,
Que meus solitários passos,
São sinônimos de abandono ou solidão,
Pois estou bem acompanhada, nesta minha caminhada

Acompanha-me em pensamento,
A cada passo, a cada movimento,
“Meu amor”, que por capricho do destino,
Não pode na mesma areia, suas pegadas deixar,

Impedido, de junto a mim caminhar,
Na fina e delicada areia,
Não pode o “Meu Anjo”,
Seus passos junto aos meus moldar

By Metrílica