domingo, 6 de janeiro de 2013

Remédios amargos

 
Remédios amargos
 
Matar o amor é algo tão triste,
mas, que as vezes, não há opção
que ele arrancar do coração.
O que tão raro, sei que existe...

E não há uma forma rápida,
ou que torne a dor mais amena,
dor do não mais valer a pena
alguém amar, tê-lo a ser à vida.

Enraizado a cada entranha,
a qual dilacera ao se arrancar.
Mas, pena, o sofrer é o seu amar,
pois, é só perder o que ele ganha...

E vai morrendo-se em parcela...
na magoa, que aos poucos desce
e até a esperança se esquece
de acreditar... até mesmo nela...

Tão assim amargo e dorido
vê-se triste, a chorar baixinho,
seu desperdício do carinho;
vinagrar a vida e o sentido...

Nas vezes que maltrata e fura,
que magoa, feri, e joga fora...
Preciso matar o amor, agora
e com ele, talvez, morrer da cura.
 
— Arnault L. Dias